Cenário logístico mundial em meio à Guerra e Covid na Ásia

– Invasão da Ucrânia pela Rússia

São inúmeros os impactos. No cenário logístico, há muitos transtornos por terra, mar e ar. No transporte aéreo, são tempos de alta nos preços dos fretes devido a: repasse do aumento no valor do combustível; companhias aéreas não estão voando no espaço aéreo russo, o que significa mudança de rota, aumento de tempo e custos; companhias russas deixaram de operar e há sobrecarga para outras empresas; alteração nas relações comerciais entre países e empresas por causa do conflito.

No transporte marítimo, as notícias ruins continuam: o aumento dos preços do barril de petróleo irá pressionar a alta nos valores de bunker dos armadores; a maioria dos armadores suspendeu os serviços aos portos da Rússia e Ucrânia e os portos do Norte Europeu, como Hamburgo, Antuérpia e Rotterdam, estão congestionados por causa da alta demanda.

– Covid na China

Os casos da Ômicron na China têm aumentado consideravelmente nos últimos dias e preocupado a todos. Foram pelo menos 1.800 novos casos confirmados na última semana e a volta de registro de mortes. Algumas grandes cidades como Shenzhen, Shanghai e Hangzhou e as regiões ao redor têm sido mais afetadas.

Shenzhen e Dongguan tiveram lockdown até o dia 20 de março. Até o momento, não há registro de fechamento de portos ou aeroportos. Segundo a revista “Loadstar”, espera-se um impacto maior na cadeia de suprimentos do que o que ocorreu no bloqueio do Canal de Suez.

Essa situação deve causar grande acúmulo de cargas, uma vez que muitos caminhoneiros não conseguem chegar ao porto devido às restrições, assim como às omissões de navios em alguns portos base.

– Situação dos Estados Unidos

Em relação aos Estados Unidos, há gargalos operacionais nas coletas e nos embarques. Além da Covid-19, mais dois pontos principais mudaram completamente os custos do transporte terrestre no país:

1) Alta nos combustíveis: no prazo de duas semanas, o preço do barril de petróleo subiu USD 4,849/barril, chegando a custar USD 115,38, o maior recorde já registrado desde 1994.

2) Falta de caminhoneiros: a profissão não atrai a nova geração e muitos motoristas também estão se aposentando ou mudando de profissão.

Os terminais mais afetados têm sido: Nova Iorque, Charleston, Savannah, Port Everglades, Houston, Seattle, Los Angeles/Long Beach e Norfolk. Ainda há instabilidade na oferta e demanda de caminhões em todo o país, principalmente na demanda para 40 pés.

– Problemas no Paraguai

Além de tudo isso, há ainda mais um complicador bem ao lado: o aumento dos combustíveis tem provocado uma série de protestos no Paraguai e todas as cargas entre Brasil e o país vizinho estão atrasadas. Há atos espalhados por todos os lugares, inclusive com fechamento das rodovias, principalmente da Ponte Internacional da Amizade.

O terminal de cargas de Foz do Iguaçu, que é o maior porto seco rodoviário da América Latina, está lotado. As cargas de exportação liberadas não podem sair com destino ao Paraguai, e as cargas de importação não ingressam no Brasil. Até o momento, não há previsão de normalização!

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