Bloqueios contra Covid-19 na China são ameaça crescente à economia global

O compromisso inabalável da China de acabar com a Covid-19 ao isolar grandes cidades como Xangai ameaça causar um forte choque em sua vasta economia, colocar mais pressão nas cadeias de suprimentos globais e aumentar a inflação de combustível. Xangai — lar do principal centro financeiro da China e de alguns de seus maiores aeroportos e mares — está trancada há 2 semanas e não há sinal de que termine.

As restrições rigorosas dissiparam quaisquer expectativas de que o país possa relaxar sua abordagem de tolerância zero em relação à Covid-19. “Os casos crescentes em Xangai convenceram os principais líderes de que não há meio-termo entre Covid-zero e viver com Covid. De agora em diante, o bloqueio rápido pode ser a estratégia predominante”, disse Larry Hu, economista-chefe da Grande China no Macquarie, em um relatório de pesquisa esta semana.

O presidente Xi Jinping prometeu “minimizar” o impacto econômico de sua política de Covid, mas a deterioração da situação em Xangai — e o bloqueio prolongado — levantam questões difíceis sobre a abordagem de Pequim aos surtos de Ômicron, uma variante muito mais infecciosa do vírus original. “A variante Ômicron é altamente infecciosa e tornou-se cada vez mais desafiador para a China atingir seus objetivos de ‘zero-Covid’, enquanto a maioria dos outros países opta por uma abordagem de ‘viver com Covid’”, Ting Lu, diretor administrativo e economista-chefe da China para Nomura, escreveu em uma nota no início desta semana.

Ele acredita que o aumento de casos na China e os crescentes bloqueios em Xangai e várias outras cidades suprimirão a atividade em uma ampla gama de setores, incluindo serviços pessoais, viagens, logística, construção e algumas manufaturas. “Os custos econômicos podem ser impressionantes”, disse Lu, acrescentando que os investidores globais podem estar “subestimando” o impacto da política de zero Covid da China em sua economia e nos mercados.

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*China volta a ter lockdown, mas analistas veem impacto limitado em exportações brasileiras*

A China voltou a fechar em março com a disseminação maior da variante Ômicron, sobretudo em áreas economicamente importantes do país, como Shenzen e Xangai.

Para especialistas consultados pelo CNN Brasil Business, esses novos lockdowns tendem a prejudicar o crescimento chinês e provocar uma nova rodada de estímulos que podem favorecer as exportações do Brasil. O país asiático é o maior parceiro comercial das empresas brasileiras.

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