Reabertura em Xangai e dados da economia da China impactam os mercados.

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A semana dos investidores começou com notícias da China que podem impactar os mercados. Xangai, a maior cidade da China, anunciou a reabertura gradual do comércio a partir desta segunda-feira (16), após muitas semanas de confinamento.

O país enfrenta o pior surto de covid-19 desde a primeira onda, em 2020, mas os casos da doença começaram a diminuir em Xangai. Ontem, a cidade registrou 1,4 mil novos casos, ante 25 mil em um dia no final de abril.

Os investidores, que temem a desaceleração da segunda maior economia do mundo causada pelos lockdowns, comemoram a notícia. Contudo, as bolsas asiáticas fecharam mistas, com os mercados decepcionados com dados da economia da China.

As vendas no varejo caíram 11,1% em abril em comparação a um ano antes e a produção industrial recuou 2,9% no mesmo período. As baixas foram piores do que o esperado.

“Os dados de abril foram ainda mais fracos do que o esperado e apontam para uma forte contração da atividade econômica”, afirmou o economista sênior para a China da Capital Economics, Julian Evans-Pritchard, em relatório. Ele diz que economia deve começar a se recuperar neste mês, mas de forma “morna”.

Além disso, os investidores continuam com medo de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) amente juros mais aceleradamente e a nível mais alto para conter a inflação, o que pode causar uma recessão da maior economia do mundo.

No Brasil, além da alta de juros para controlar a inflação, ainda causam apreensão os movimentos do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, para abaixar os preços dos combustíveis.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a política de preços da Petrobras e deixou a porta aberta para uma mudança de comando no petroleira. Apesar de dizer que “não vai interferir” na estatal, o presidente voltou a dizer que “a margem de lucro da Petrobras é um estupro e pode quebrar o Brasil”.

Agenda

A agenda é esvaziada nesta segunda-feira. Com a greve dos servidores do Banco Central ainda em curso, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) relativo a março não será publicado nesta segunda-feira como estava programado. Ainda não há previsão de nova data para divulgação do dado.

O relatório Focus, que concentra as medianas das expectativas do mercado para os principais indicadores da economia e costuma ser publicado no site do BC às 8h25 das segundas-feiras, também está suspenso e sem previsão de divulgação.

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, discursa às 9h55 (de Brasília).

Balanços

AmbiparÂnima e Banco Mercantil divulgam balanços do primeiro trimestre antes da abertura do mercado.

Após o fechamento, também reportam números companhias como Banco InterItaúsaMagalu e Vibra Energia.

A temporada de balanços internacionais se aproxima do fim após semanas intensas de divulgação de números. A gigante saudita Aramco, maior petrolífera do planeta, e a companhia aérea irlandesa Ryanair divulgam resultados antes da abertura do mercado nesta segunda-feira.

Empresas

  • Apesar de ampliar a diversidade de atores no refino no Brasil, a venda da refinaria Isaac Sabbá (Reman) da Petrobras, situada em Manaus (AM), ao grupo Atem pode não levar a uma efetiva redução de preços de combustíveis aos consumidores na região, segundo fontes do setor. A venda foi aprovada pela superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na quinta-feira sem restrições, o que pegou o mercado de surpresa.
  • Balanço da varejista Americanas mostrou perda de R$ 923 milhões em vendas com o ataque hacker sofrido em fevereiro, quando sites e aplicativos do grupo deixaram de funcionar ou ficaram instáveis por quase cinco dias. O número consta no relatório de resultados de janeiro a março, na linha “incidente de segurança (perda de venda)”. Isso equivale a 8,5% da venda on-line no período.

Fonte: Valor Investe